Monday, July 20, 2009

Por que você faz poema?

Para passar o tempo
Para quebrar o gelo
Para sentir na pele
A fome e o desterro

Para ser um exilado
Para ser esquecido
Junto aos fantasmas
de todos os vencidos

Para desenterrar os vivos
de suas tumbas de marfim
Para descer ao sétimo
Círculo sem sair de Alphaville

Porque ninguém vai ler
Poema, a não ser em braile
[O que faz sentido
Para quem pensa que sente]

Para eu ser lesada em meus direitos autorais.*

(*) IN: A. Calcanhotto - Por que você faz cinema?

13 comments:

O Iluminado said...

nossa...tão intensa quanto a música de adriana...amo essa música e amei seu poema!

º Tayla º said...

querida, amei!
eu escrevoo as coisas pra 'desabafar' na maioria das vezes...e é bem o que você disse na última estrofe...só quem escreveu que entende...
")
boa semana, beijo!

Aline Dias said...

direito autoral non existe.
pergunta pro menotti pra ver!

Lari Bernardi said...

*.*

darsh. said...

a bia faz poema pra me encantar

¨¨Édna¨¨ said...

tem uns selos lá no blog pra ti...
beijosss

•.¸¸.ஐBruneLLa França said...

Pra não sufocar com as palavras que moram e mim.

Beijos e borboleteios

gabriel ramos said...

Pra me fazer feliz; pra me trazer conforto em palavras tão doces; pra eu imaginar que as coisas podem ser simples e belas, como o que você escreve, como eu sinto quando leio uma poesia sua, quando falo com você.

Acho que tenho muito a agradecer, hã?! Estou com saudades.

Um beijo!

Shelha said...

Então aqui vai uma:

Porque leio seus poemas?

Para guardar um tempo
Para que o gelo não quebre
Para que os poros
Sintam menos essa febre

Para nunca partir
Para estar sempre perto
Daqueles que amo
E daqueles cujo amor é incerto


ficou horrivel eu sei.

beijos

T said...

não faço poema mas escrevo, por tudo isso também. bom demais.

Vitor Graize said...

gostei das citações. =)

Carlos Howes said...

Para cada um transcrever e procurar algum sentido. Ou não.

Eu gostei bastante do seu poema.

Herculano Neto said...

POR QUE VOCÊ FAZ POEMA?
para dizer sem dizer
e irritar quem não me entende
(quem me detesta
mas esmiúça minha palavra)
para alentar meu público fiel
meu público efêmero
para exibir minha verve
em troca do elogio oco
do pouco-caso
para que os conhecidos
busquem meus enganos nas entrelinhas
e os desconhecidos espelho na minha farsa
para transformar minha frase em verso
meu verso em canção
cartão-postal
epígrafe
tatuagem
epitáfio
sacada genial
“para chatear os imbecis”