Wednesday, August 06, 2008

Tão Pouco

Tão pouco interesse demonstrou
Que o amor morreu. Toda flor
Foi pouca: não achou terreno bom.
Tanto se fechou em sua crosta

Que a luz não penetrou o peito seu:
Não se aqueceu na fornalha
Onde brincava com o fogo duma paixão.
Pouco a pouco as brasas que restavam

Esvaíram-se, negligenciadas:
Tornaram poeira e carvão.
Do que ele tão mal amara

Ficou só o gosto de sal das lágrimas
Que se secaram na face
Antes de encontrarem a alma.

11 comments:

Talita said...

Nem sempre a luz penetra :T

;*

Diana said...

Nossa, que triste.
Muito lindo!
bjinhos..,:D

•.¸¸.ஐBruneLLa Wyvern said...

Triste e intenso.
Triste e encantante.
Logo vem o sol e as lágrimas secam e as flores se abrem!

darsh. said...

eu achei doce

Beatriz said...

Existem poemas que entram pelos olhos e se aninham na alma, como se toda a verdade nele contida tivesse saído do nosso coração...

Flores e estrelas na tua semana, minha linda, um beijo no coração, e horas ensolaradamente doces a enfeitar os teus dias.

andre said...

lindo, bia.
=]

Shelha said...

Lágrimas são boas para esvairem com aquilo que de algum modo nos preenche em excesso.

Ou não.

*bom texto!
=)

Florescer said...

E o gosto de sal, além de nos lembrar que o amor findou, também nos resgata o que somos de Mar em nosso corpo/alma. Mesmo secando na face, o destino é fluir, fluir como água para o encontro de um novo amor.
Amei seu poema.
Beijos
Jacinta

Ricardo Dib said...

Gosto de poesias tristes, pois estas são as que tocam mais a nossa alma. Muito bonita!

T said...

Me fez sentir.
de novo.

Beatriz said...

Não encontrando nova postagem, li novamente este poema tão sentido, e mais uma vez me emocionei.

Flores e estrelas tecendo sorrisos no teu sonhar, um beijo no coração!