Wednesday, April 15, 2009

de volta às cinzas

Naquela época andavas já distante
de olhos esquivos. Minhas palavras
Não mais te atingiam. Passei a escutar
Mais teus silêncios constantes

Pude ver claramente os fantasmas
que escondias sob os lençóis.
A ninguém poderei culpar
Se aos poucos vejo que escorre
O meu nome por teus dedos
Ante tua indiferença crescente
Ao culto que faço ao passado

- Há nomes que nos custam muito
Para aprender, porém um mundo
Antes de lançar de volta às cinzas
.

8 comments:

•.¸¸.ஐA Borboleta apaixonada pela Rosa said...

É triste essa dor que se sente quando nos vemos nos perdendo de alguém que amamos...

Beijos e borboleteios

HOMEM (IN) COMUM said...

Será que importa mesmo quando os medos se sobrepõem a coragem necessária para dar-se ao inteiro em algo que não se quer viver além das palavras? .... E tudo para ser aceito.

Perdido por perdido...

Words are words and nothing more.

Shelha said...

Esses silêncios pesados só fazem com que mãos frias deitem-se sobre os nossos corações. nada pior do que as palavras que engolimos ou escondemos, geralmente são aquelas que mais devem ser ditas.

Obrigado pelo quê???
Só pra constar: O Oren Lavie ficou lindo (eu gostei pelo menos).

darsh. said...

nao sei porque, mas nesse final pensei no meu proprio nome...

Beatriz said...

É muito difícil ver o ser amado se distanciando, fazendo esfriar a relação, se enredando por outros caminhos. À medida que vamos percebendo os sinais de que tudo está por findar, fica-nos aquela horrível sensação de que já não somos tão importante em sua vida.

Um poema tão triste quanto verdadeiro, minha amiga querida!

Fica bem, fica em paz!

Deixo-te um punhado de estrelas para iluminar teus caminhos e um beijo no teu coração, com meu carinho.

Gabriel R. said...

Tocante o texto. Caramba, moça, você escreve muito bem.

Beatriz said...

Sem nova postagem para apreciar, deixo-te um ramalhete de violetas azuis para perfumar o teu dia, um beijo no coração e o meu desejo de que fiques bem, em paz, e que a vida te sorria!

vitor hugo said...

sempre bom voltar aqui...
indizível!