Thursday, May 15, 2008

Julieta C.

Não verterei uma lágrima:
Sinaliza um pulso frágil
Pois tampouco morrerei
Desta vez, serei uma Capuleto.

Preste muita atenção
Às injúrias que calares
Se puder ouvi-las bem
Saberás: são a ti que se referem.

Se meu cinismo te ferir
Ah, doeu muito teu silêncio
E se preciso for morrer
Por amor, provarei o teu veneno.

9 comments:

ki-colado said...

Sempre iremos e voltaremos.
Como uma bolinha de ping-pong.
E tantas vezes volto viravolto.
Só Drummond para explicar...


"Sobrevivente" incomoda mais que fantasma. sei a mim mesmo incomodo-me. O reflexo é uma prova feroz. por mais que me esconda, projeto-me, devolvo-me, provoco-me. não adianta ameaçar-me. Volto sempre, todas as manhãs me volto, viravolto com exatidão de carteiro que distribui más notícias. o dia todo é dia de verificar o meu fenômeno. estou onde não estão minhas raízes, meu caminho onde sobrei, insistente, reiterado, aflitivo sobrevivente da vida que ainda não vivi, juro por deus e o diabo, não vivi. tudo confessado, que pena me será aplicada, ou perdão?

ps. E Shakespeare tb.

Thiara Pagani said...

Nobre de palavras e sentimentos.

Aline Dias said...

eu prefiro a catarina.

andre said...

lindo, lindo.
=D

andre said...

Julieta C., treze anos, drogada e prostituída.




foi mal, não podia perder a piada.
=DD

bia de barros said...

asuhhaushuahuhusa

boa, harry ;D

Si said...

Cruel, mas lindo.

Flá. said...

ó, que massa :)
mto bom, beatriz
bjão!

Anonymous said...

Perfeito!

Simples, profundo, rítmico e belo.

Sua poesia é luz.